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Vale a pena investir em Influenciadores Digitais em tempos de COVID-19

Com a pandemia da COVID-19, o isolamento social trouxe novos hábitos de consumo para os brasileiros. E com ela, veio a transformação digital repentina para muitos setores da sociedade. As empresas tiveram que se adaptar rapidamente ao sistema de home office. Assim como a população teve que se acostumar com o uso da tecnologia em vídeo para suprir a ausência do contato físico. Com isso, observamos que as pessoas estão muito mais conectadas, os canais de redes sociais nunca foram tão acessados e os portais de notícias, a TV e todo o conteúdo produzido pelos Influenciadores Digitais viram suas audiências crescerem rapidamente.

Para se ter uma ideia, segundo levantamento da Kantar Ibope, o consumo de vídeos dentro dos domicílios cresceu desde o início da quarentena no Brasil. Isso se deve principalmente pelo aumento da audiência causado pela presença dentro de casa e o incremento no consumo de filmes, programas de auditório, realities e programas jornalísticos.

Neste cenário de crise, as pessoas tendem a procurar por referências, por aquele conteúdo que faz mais sentido ao seu estilo de vida. É nesse momento que os influenciadores digitais têm se destacado. E com o aumento das suas audiências, podem se tornar grandes aliados das marcas que buscam por um propósito no meio dessa pandemia do novo coronavírus.

Por isso, apostar na produção de conteúdo em parceria com Influenciadores Digitais torna-se um caminho natural nesse momento. O estudo, O Brasil e os Influenciadores Digitais, realizado pelo Ibope Inteligência, com 2.000 internautas, mostrou que 52% dos usuários de internet seguiam algum digital influencer, em 2019, no país.

Dados do Rock Content mostram que no Brasil, 96,2% das empresas estão presentes nas redes sociais e para 53% das marcas, o uso das redes sociais é benéfico para a divulgação e, para 44,2%, para o engajamento com a audiência.

Avalie as possibilidades

Mas antes de sair gastando toda a sua verba em conteúdo em parceria com os influenciadores digitais, esteja atento ao tipo de perfil que você vai aliar a sua imagem.

Se questione. Entenda se aquele canal ou personalidade realmente vai construir algo de positivo para sua marca e se vai conversar com o seu público da maneira que você quer. Principalmente se tratando de um momento tão frágil em que a sociedade se encontra.

  • Em primeiro lugar, entenda se o Influenciador se encaixa no perfil da sua marca;
  • Avalie o histórico e credibilidade do influenciador;
  • Pesquise sobre as suas parcerias antigas e faça uma análise de potenciais resultados;
  • Veja se o influenciador se comunica de maneira original e autêntica;
  • Dialogue sobre formatos e veja o quanto o mesmo conhece sobre sua marca e como está alinhado a mensagem neste momento de pandemia;
  • Peça os números de alcance e engajamento;
  • Veja se você está preparado para um possível aumento no número de acessos no seu site/pedidos (e-commerce).

Mas afinal, quem são esses Influenciadores Digitais?

O nome pode variar, mas são conhecidos também como digital influencers, creators ou criadores de conteúdo. Resumindo, são pessoas com grande poder de influência e que usam plataformas de redes sociais como Facebook, Instagram, Youtube, blogs, para publicar conteúdo relevante para seu público.

Eles trabalham com nichos muito específicos, que vão desde culinária, passando por games, empreendedorismo, conteúdo infantil, e por aí vai. Segundo levantamento da SamyRoad, existem cerca de 1 milhão de influenciadores digitais no Brasil. São considerados aqueles a partir de 5 mil seguidores.

Artistas e personalidades de qualquer segmento também são consideradas influenciadores digitais. O jogador Neymar é considerado o maior influenciador do Brasil com 137 milhões de seguidores no Instagram, seguido por Whindersson Nunes, a cantora Anitta, a apresentadora Maisa, o youtuber Felipe Neto, o gamer Pedro Afonso Rezende, conhecido como (Rezendeevil), entre outros.

Existem também os microinfluenciadores, pessoas que possuem entre 5 e 100 mil seguidores, que também exercem um poder de influência bastante importante em determinados nichos.

Escolha o canal adequado

O Youtube é considerado o celeiro dos Influenciadores Digitais. Foi lá que muitos anônimos ganharam fama e construíram suas enormes audiências. Alguns canais dentro da plataforma superam a audiência de grandes programas de TV. Temos o exemplo do Porta dos Fundos, que começou fazendo vídeos de comédia e hoje tem mais de 16 milhões de inscritos, virou filme e fez parcerias com a Netflix.

Portanto, ao utilizar os influenciadores em sua estratégia de YouTube, determine o tipo de vídeo que será gerado, o perfil e os KPI´s (alcance, engajamento, curtidas). Eles serão determinantes para o sucesso da parceria.

Já o Instagram passa por uma remodelação e desde o ano passado não mostra mais a quantidade de “likes” de cada publicação. O que forçou uma mudança de estratégia por parte das marcas com relação ao investimento em campanhas na plataforma, já que os “Likes” eram uma maneira de mensurar a efetividade da parceria. Por outro lado, as ações prometem outros tipos de abordagens.

O Facebook ainda continua sendo uma rede bastante relevante. Assim como o Twitter pode funcionar dependendo do tipo de conteúdo.

Investimentos

Resultados da segunda edição da “ROI & Marketing de Influência 2019”, da YouPix, 68% das empresas consideram o Marketing de Influência estratégico para seu negócio.

O levantamento ainda aponta que 40% das empresas investem entre R$ 100 mil a R$ 700 mil em Marketing de Influência. O maior investimento acontece na produção e criação de conteúdo.

Os valores podem ser muito maiores, dependendo de quem você escolher para fazer a parceria. Aí depende do seu budget e do acordo com o influenciador.

Portanto, antes de decidir por uma campanha ou ação com um Influenciador Digital em meio a pandemia busque por uma agência de comunicação como a VIANEWS. Ela vai elaborar uma estratégia coerente com a sua necessidade e entender quem são os nomes que mais fazem sentido.