Transformações do ambiente corporativo

Por Mariana Alves

De tempos em tempos o mundo passa por transformações. Estas englobam desde os núcleos familiares e as relações interpessoais até culminarem no mercado de trabalho que, por sua vez, também sofre os impactos da tecnologia, a qual chegou com a missão de auxiliar os profissionais e proporcionar mais tempo para dedicarem-se à outras áreas.

Entretanto, não foi o que aconteceu. Conhecido como digital workplace (local de trabalho digital, na versão traduzida para o português), a conectividade e tecnologia à disposição dos colaboradores fez com que estivessem cada vez mais ligados às questões corporativas, com acesso instantâneo de qualquer lugar e a qualquer momento.

Outra mudança latente no mercado de trabalho observada, principalmente, ao longo dos últimos dez anos, foi a reinvenção dos cargos. Isto não significa que todas as profissões ‘analógicas’, se assim posso dizer, deixaram (ou deixarão) de existir do dia para noite. A questão é: há uma clara reconfiguração trazida pelas máquinas, a qual tem substituído gradativamente estes profissionais.

De acordo com o relatório Tendências Globais de Capital Humano 2017, da Deloitte, ao passo que alguns profissionais são cada vez mais escassos, outros são altamente requisitados, sobretudo os ligados à tecnologia.

Neste curso natural para acompanhar a demanda dos negócios e dos consumidores não são apenas os profissionais que devem se reinventar. Muito pelo contrário: as empresas enfrentam um desafio ainda maior – o de equalizar a mudança de seu modelo pré-estabelecido há décadas, as leis e políticas públicas e o suporte aos talentos internos.

Em um primeiro momento pode parecer uma equação sem resposta lógica. Mas ao observar as novas companhias e os modelos de gestão adotados por elas, as grandes corporações têm dividido seus grandes complexos em unidades de negócios que rementem às startups.

Esta mudança ainda está em curso e não será implementada ao nascer do sol. É preciso experimentar modelos que se adaptem aos setores de atuação de cada companhia e, para os profissionais, o restabelecimento das relações de trabalho de forma a suportar e atender à demanda. Uma premissa é certa: nossos filhos, netos e bisnetos em suma maioria seguirão uma carreira ainda não pensada pela nossa geração.

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