Smart home: a tecnologia além dos filmes de ficção científica

“Ficava impressionado quando o capitão Kirk sacava da cintura um aparelho para conversar com outras pessoas, e me perguntava se um dia isso poderia acontecer”. Provavelmente se você assistiu a primeira versão de Star Trek, na década de 1960, seu pensamento foi parecido ao ver o que hoje chamamos de celular. E esta é apenas uma das tecnologias que saíram do filme para a vida real. Outro exemplo é o assistente virtual, que torna nossa casa inteligente (smart home).

Star Trek é apenas um dos vários filmes, séries e animações de ficção científica que trouxeram ideias de como seria o futuro, por exemplo: 2001, Uma Odisseia no Espaço, 007, De Volta para o Futuro II e Os Jetsons. Muitas das tecnologias apresentadas entre as décadas de 1960 e 1980 já fazem parte do nosso dia a dia há algum tempo; outras estão chegando para ficar; e poucas não sabemos quando serão “palpáveis”.

A vida tenta imitar a arte

Os visionários filmes de ficção científica concordavam com algumas tecnologias que teríamos no futuro, o telefone celular, os computadores pessoais, a videoconferência e os famosos carros voadores chegam a ser quase unânimes. O segundo filme da trilogia De Volta para o Futuro retrata um 2015 com carros voadores movidos a lixo, um skate voador e tênis e roupas que se ajustam sozinhos ao corpo. Três anos se passaram e ainda nem sabemos quando veremos carros pelo céu, quem dirá com um combustível a que todos têm fácil acesso.

Entretanto, outras tecnologias que aparecem no filme, surpreendente em 1989, não geraram tanto “alarde” quando surgiram. A impressão é que já estamos acostumados com as inteligências artificiais no século XXI.

Abrir uma porta com uma chave física é tão ultrapassado, até mesmo para o século que estamos. Hoje em dia existem fechaduras digitais que são destrancadas ao digitar uma senha ou simplesmente ler sua digital, como apresentado na trilogia.

Biometria de voz

Vamos usar um exemplo real. Você acabou de voltar do mercado e está com as duas mãos ocupadas, com chave da década passada ou até mesmo apenas com uso da sua ponta do dedo, fica difícil ter que abrir a porta sem ter que fazer malabarismo para não deixar suas compras no chão. Com a biometria de voz, com espaço cada vez maior, bastaria dizer: minha voz é minha senha. Como mágica a porta se abriria, e isso não está tão longe de acontecer.

Cada pessoa tem uma impressão vocal própria e por isso pode ser usada como senha. Nos Estados Unidos, mais de 150 milhões de pessoas utilizam a biometria de voz para autenticar operações bancárias.

A Nuance Communications tem um software de reconhecimento por voz que você pode usar para controlar sua televisão. Você  literalmente conversa com o Dragon TV para que ele mostre a grade dos canais que exibirão filmes com o Will Smith, por exemplo, e alguns segundos depois a programação está na sua tela.

Smart home

Mas a tecnologia vai além disso. Viver em uma smart home é possível. A inteligência artificial pode interagir com você em um diálogo.

– Oi, Dragon! Acenda as luzes e ligue a televisão.

– Claro, deseja mais alguma coisa?

– Sim. Faça meu café, por favor!

A luz acende e a televisão liga enquanto você ainda conversa com o robô. Assim que o último pedido é feito, a sua cafeteira começa a preparar a bebida.

Imagine todos os seus eletrodomésticos ligados a um aparelho. Ou seja, estão conectados a uma central de automação, que reconhece sua voz e começa a aprender mais sobre você. Que horas você costuma chegar em casa, qual estilo de música prefere e, pensando mais além, saber a sua pizza favorita e de qual pizzaria. Um comando de voz e pronto.

Como já vimos no artigo IOT: um mercado muito além da sigla escrito por nossa colaboradora Mariana Alves, os dispositivos, quando conectados, “proporcionam economia financeira e de tempo”. Essa é a realidade de uma smart home. Ao dizer apenas “oi, casa”, o assistente virtual já estará pronto para ajudá-lo.

O futuro é agora?

Quantos anos mais será que precisaremos esperar para ver os tão esperados carros voadores circulando em nossos céus? Fico pensando qual será nossa reação ao ver essas ideias saírem da tela.

Penso que a nova geração (alpha), que já nasceu sabendo mexer no smartphone, não irá se surpreender com o que vem por aí. Simplesmente vão achar que já tinha passado da hora de vivermos no espaço, estilo Os Jetsons.

Afinal, se já conseguimos conversar com aparelhos e existe até a capa da invisibilidade do Harry Potter e a Pedra Filosofal, como é que ainda não conseguimos nos teletransportar?

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