Relações públicas para negócios: conheça essa atividade estratégica

Relações Públicas (RP) são mais que uma profissão, um conjunto de atividades ou uma escolha de formação. Elas privilegiam a multidisciplinaridade, a visão holística da comunicação e o entendimento de que as organizações constituem-se de relacionamentos que demandam aprimoramento e gestão. As relações com o público interno, imprensa, comunidade, governos, agências reguladoras, investidores e consumidores são funções que a formação em RP sempre privilegiou, com vistas à tão desejada “cidadania corporativa”.

Esta definição é do Conselho Regional de Relações Públicas (CONREPR, 2010). Elucida algumas das principais atividades desempenhadas pela área de Relações Públicas para negócios nas organizações.

Para compreender como esta prática tornou-se indispensável aos negócios de todos os segmentos, voltemos rapidamente ao fim do século XIX e início do XX. Neste período, o jornalista e publicitário Ivy Lee foi contratado pelo lendário empresário David Rockefeller, para apoiar a disseminação da era do big business americano.

As técnicas adotadas por Lee deram origem à atividade de RP, as quais se aperfeiçoaram ao longo dos anos e não se restringiram apenas aos negócios. Estas passaram a ser utilizadas por personalidades e, principalmente, políticos. Apesar disso, vamos nos restringir às Relações Públicas para negócios neste blog-post.

A evolução das práticas de RP

Com o passar das décadas, a atividade de RP precisou ser aprimorada para acompanhar o ritmo da evolução econômica e tecnológica. A chegada de novas tecnologias fez com que os profissionais não só tenham se reinventado, como repensaram a forma de implantar as estratégias de comunicação nas companhias. O objetivo passou a ser a criação de engajamento entre todos os públicos.

A doutoranda brasileira, Bianca Dreyer, distingue internet e web para construir os cenários de web 1.0 até o 4.0, discussão relevante para entendermos o contexto atual. A partir das TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação), houve a necessidade de colocar os negócios nas plataformas digitais, para que o acesso fosse facilitado e a informação chegasse em tempo real.

Sendo assim, as atividades são coordenadas e complementares para que a mensagem-chave seja transmitida em todos os canais e departamentos. Afinal de contas, o RP é responsável por conversar com as áreas e assegurar a comunicação integral.

Relações Públicas para negócios

Há inúmeras ferramentas que auxiliam profissionais de RP na análise, elaboração e implantação do programa de comunicação. Isso é estratégico para construir e fomentar relacionamentos em torno da marca, com o direcionamento de Relações Públicas para negócios.

De acordo com o Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias em “O campo acadêmico do ensino e da pesquisa em comunicação organizacional e relações públicas no Brasil”, às relações públicas caberiam a gestão dos relacionamentos e das ações comunicacionais da organização. Isso a partir de uma visão de conjunto e de longo prazo, de uma participação estratégica no composto da organização. E não de uma posição operativa, com vistas à mera realização de tarefas. Desta forma, a gestão dos relacionamentos deve estar próxima e atrelada à estratégia da organização, e não apartada desta.

O conceito oficial de RP se encaixa à definição da Assembleia Mundial de Relações Públicas (1978): “O exercício profissional das Relações Públicas requer ação planejada com apoio na pesquisa, na comunicação sistemática e na participação programada para elevar o nível de entendimento, solidariedade e colaboração entre uma entidade e os grupos sociais a ela vinculados, num processo de interação e de interesses legítimos, para promover seu desenvolvimento recíproco e da comunidade a que pertencem”.

Por isso, é preciso seguir estes três passos:

  1. Compreensão e aplicação do processo da estratégia;
  2. Pesquisa e análise externa (público-alvo e concorrentes);
  3. Pesquisa e análise interna.

Assim, a proposta de valor a ser emitida pela empresa estará na comunicação das mídias tradicional, híbrida, própria e digital.

Implemente o programa ideal

O foco muda conforme a atividade primária da organização. Entretanto, sua essência permanece a mesma: fazer a gestão da comunicação entre a empresa e suas audiências interna e externa.

De acordo com o Endeavor Brasil, cabe ao RP administrar majoritariamente o branding, a presença digital e assessoria de imprensa (veja o nosso post sobre como escolher a agência de Relações Públicas mais adequada), além de integrar os departamentos internos.

Para que haja transparência e eficácia na comunicação das organizações com os públicos interno e externo, é necessário um time especializado e com competências diversas. Desta forma, a estratégia será executada com maestria e trará resultados positivos ao negócio.

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