Os primórdios dos jornais no Brasil e no mundo

*Por Ricardo Gonçalves

Embora não seja uma certeza absoluta, tudo indica que o imperador romano Júlio César tenha sido o “criador” do jornalismo, com a Acta Diurna em 59 a.C., primeiro jornal que se tem registro no mundo. O objetivo era informar sua população sobre as conquistas do Império. Ou seja, indiretamente, Júlio César seria também o primeiro profissional de marketing do planeta.

A origem da imprensa, no entanto, data de milhares de anos mais tarde. Em meados do século XV, com a impressão da Bíblia concluída em 1455 pelo inventor de origem germânica Johannes Gutenberg, surgiu a prensa do tipo móvel. Ainda que a comunicação já existisse há muito tempo, com exemplos como a arte rupestre; comunicação verbal; e escrita, a imprensa definitivamente revolucionou a forma como nos comunicamos.

No Brasil, há uma discussão sobre qual teria sido o primeiro jornal a ser criado. Discussão apenas técnica, não de ordem cronológica. Em junho de 1808, o brasileiro Hipólito da Costa – nascido em 1774 na Colônia de Sacramento, atual República do Uruguai – lançou o jornal Correio Braziliense.

A questão é que Costa estava exilado em Londres, onde o jornal era impresso. Editado mensalmente, era trazido para o Brasil de forma clandestina. Apenas para efeitos de curiosidade, Costa hoje ocupa a posição de patrono na cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras. O Correio Braziliense deixou de circular e foi recriado em 1960, apoiado por uma parceria entre Juscelino Kubitschek e Assis Chateaubriand.

O primeiro jornal impresso no Brasil, de fato, foi a Gazeta do Rio de Janeiro, publicado em um sábado, no dia 10 de setembro de 1808. O veículo veio da Impressão Régia, hoje conhecida como Imprensa Nacional. O veículo também deixou de existir. No ano passado, uma certa baixa para a imprensa brasileira: o Jornal do Commercio, que atingiu 188 anos sem intervalos de circulação, teve sua última edição em 29 de abril de 2016.

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