Audiência da televisão: onde os telespectadores estão?

A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) realizou um congresso em São Paulo na primeira semana de agosto. O evento trouxe diversos debates quentes sobre a audiência da televisão. Além disso, foi discutido sobre o interesse crescente do público por serviços on demand e o atual comportamento dos telespectadores.

A ABTA reúne e representa distribuidores, programadores e fornecedores que se dedicam aos serviços de comunicação por assinatura. Propõe-se defender e desenvolver o setor, juntamente com agências reguladoras dos exercícios. O Congresso, que acontece há 25 anos, é referência na América Latina no setor de televisão por assinatura, mídia eletrônica e telecomunicações. Além disso, discute o caminho do setor no Brasil.

 

As discussões ao redor da audiência da televisão

Os associados questionaram a legalidade das empresas de streaming, como o Netflix, que operam no país. A ABTA, em nome da categoria, deve iniciar uma briga nos próximos dias. Pois, está em busca de uma regulação. Dessa forma, operadoras e companhias de televisão por assinatura poderão se manter competitivas frente às novas opções de entretenimento. Apesar disso, ainda não se tem dados sobre o real impacto dos serviços de streaming sobre o mercado.

Em paralelo à discussão de regulamentação versus concorrência desleal, esteve em pauta também o comportamento do público. É inquestionável o uso de diferentes devices para acesso a programas. Assim como o engajamento das pessoas com as redes sociais. Como as agências de comunicação devem desenvolver suas estratégias considerando essas novas plataformas?

O que deve mudar?

A sensação é de que, quando tivermos respostas para essas questões, outros serviços inovadores terão surgido. E, por conta das novidades, o público já estará em outra. É tempo dos grandes players investirem em inovação, preço justo e atendimento de qualidade para fidelizar o seu público.

As pessoas não têm mais paciência para longos comerciais enquanto acompanha uma série, por exemplo. Outro ponto negativo são os pacotes de televisões “promocionais” que contemplam canais nada interessantes.

Em contrapartida, as agências parecem seguir testando suas estratégias em diferentes canais. Como objetivo, obter o envolvimento do público com as marcas e a audiência da televisão.

Por: Sibelle Freitas

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