Onde está a audiência?

Por: Sibelle Freitas

O Congresso da ABTA – Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, que aconteceu em S. Paulo, na primeira semana de agosto, trouxe diversos debates quentes sobre a audiência na TV, o interesse crescente do público por serviços on demand e o atual comportamento dos telespectadores.

Os associados questionaram a legalidade das empresas de streaming, como Netflix, que operam no país. A ABTA, em nome da categoria, deve iniciar uma briga nos próximos dias em busca de uma regulação para que operadoras e companhias de TV por assinatura possam se manter competitivas frente às novas opções de entretenimento. Apesar disso, ainda não se tem dados sobre o real impacto dos serviços de streaming sobre o mercado.

Em paralelo à discussão de regulamentação versus concorrência desleal, esteve em pauta também o comportamento do público. É inquestionável o uso de diferentes devices para acesso a programas, bem como o engajamento das pessoas com as redes sociais. Como as agências de comunicação devem desenvolver suas estratégias considerando essas novas plataformas?

A sensação é de que quando tivermos respostas para essas questões, outros serviços inovadores terão surgido e o público já estará em outra. É tempo dos grandes players investirem em inovação, preço justo e atendimento de qualidade para fidelizar o seu público. Ninguém tem mais paciência para longos comerciais enquanto acompanha uma série, por exemplo, ou para pacotes de TVs “promocionais” que contemplam canais nada interessantes.

Em contrapartida, as agências parecem seguir testando suas estratégias em diferentes canais, em busca da audiência e do envolvimento do público com as marcas.

Deixe um comentário