O zelo pela informação em tempos de fake news

Com a explosão das redes sociais, a população em geral ganhou voz – por meio de um smartphone e uma conexão com a internet, todos nós somos capazes de gerar notícia. Se por um lado essa democratização da informação expôs uma realidade até então desconhecida, por outro proporcionou o surgimento das chamadas fake news, ou notícias falsas. O ânimo exaltado dos internautas em posts e comentários ajudam na propagação de notícias falsas que tenham como objetivo prejudicar a imagem de alguém ou uma instituição e, uma vez publicada e disseminada na rede, esta falsa notícia passa a ser considerada verdade.

Diante do impacto alcançado, é natural que o jornalismo investigue os motivos que fazem as pessoas acreditarem piamente nos conteúdos postados nas redes sociais, sem qualquer questionamento. Esta é uma das funções do jornalista: além de buscar a informação mais precisa possível, esclarecer aquilo que não é verídico.
Com a crise do jornalismo, especialmente de jornais e revistas, e a clara expansão dos canais online que priorizam a velocidade da informação, é necessário que os jornalistas e os veículos de comunicação reforcem perante à sociedade a importância da notícia ser apurada com cuidado, sem pressa. Este é o trabalho da imprensa – zelar pela informação e publicar a notícia mais precisa possível.

De maneira alguma, a valorização do trabalho da imprensa tira a importância das redes sociais e das pessoas poderem se manifestar. Porém, é preciso saber que nem tudo o que aparece nas redes sociais é confiável. Portanto, é preciso ter discernimento e saber analisar aquilo que está lendo, ouvindo ou assistindo.

Deixe um comentário