O assessor de imprensa em seus dias de bombeiro – Parte 1

Por Ricardo Gonçalves

O trabalho de qualquer assessoria de imprensa envolve uma série de elementos. São calls periódicas com seus clientes; desenvolvimento de estratégias de comunicação; elaboração de press releases sobre mercado, produtos, pesquisas ou outras informações relevantes para determinados veículos e leitores; contatos frequentes com jornalistas; treinamentos com os porta-vozes; acompanhamento de entrevistas; entre tantos outros aspectos.

Nem todas as empresas possuem internamente uma área de marketing ou comunicação, o que explica a relativa falta de conhecimento de determinadas organizações em relação ao contato com a mídia. Esse descompasso com os veículos midiáticos, somado a meras questões de mercado ou ainda falhas – para falar o português bem claro – cometidas por uma empresa, podem representar um termo que assusta toda e qualquer companhia. Aquela palavrinha de cinco letras que nenhum executivo deseja ter presente em seu cotidiano: crise.

Da mesma forma que os incêndios, as crises não são anunciadas. Não há um preparo específico para elas. Quando num momento de crise, é recorrente o clima de insegurança e desinformação dentro de uma empresa. Aí que entra o bom trabalho de uma assessoria de imprensa ou agência de comunicação. É extremamente importante lembrar que a imagem de uma marca é construída ao longo de vários anos. No entanto, a sua destruição pode ocorrer em menos de 24 horas.

Por este motivo, há duas analogias que podem ser traçadas aqui. Para os mais técnicos, pensem num ataque cibernético sofrido por uma empresa. Sim, você pode contar com o auxílio da FireEye, mas também deve entender qual o passo mais importante após um ataque: o tempo de resposta. Será determinante para a evolução do processo. Se não tiver entendido, não tem problema. Vamos com a segunda analogia, parte do dia a dia.

Pense num problema de saúde desconhecido. O que fazer? Ir ao hospital, se consultar com um médico especialista e tomar as medidas mais adequadas. Afinal, se o problema for grave, o tratamento inicial será fundamental em seu quadro. Com uma crise, o conceito é exatamente o mesmo. As primeiras horas são essenciais, primordiais, cruciais, que seja. Elas vão determinar os rumos e as consequências para a organização. Devo dizer que, apesar das analogias, o trabalho do assessor está mais para o de um bombeiro do que o de um médico ou especialista em defesa cibernética. Uma crise parece mais com um incêndio, pelos variados motivos que a geram e pela velocidade com que se espalha.

Mas afinal, quais são os passos para uma boa gestão de crise? Na parte 2, trarei um passo a passo de como gerenciar o processo de uma forma mais adequada.

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