Inteligência Artificial: A tecnologia que transforma a cultura

Muito tem se falado sobre a Inteligência Artificial (AI – Artificial Intelligence, em inglês) e como ela pode impactar significativamente o cotidiano de todos nós. Essa tecnologia sempre pareceu muito distante da realidade, servindo apenas de ideias para filmes de ficção científica como “O Exterminador do Futuro”, “Matrix”, “Her”, “Transcendente”, “Eu, Robô”, “Ex-Machina” e tantos outros. Em pleno século XXI ela amplia nossas possibilidades.

O portal Futuro das Coisas listou 42 dessas ferramentas de AI para uso pessoal, de negócios, marketing, saúde, robótica, espaço geográfico, escrita e até mesmo para o universo das artes.

Isso mesmo, esses avanços da Inteligência Artificial podem, inclusive, transformar uma visita ao museu ou galeria de arte. Tais ambientes geralmente são quietos e não possuem muita explicação, o que dificulta a compreensão das obras para uma parte da população. Com a tecnologia, passam a ser divertido, interativo e com informações adequadas à curiosidade de cada pessoa.

Acha isso muito difícil de acontecer? Então aproveite! Até o dia 5 de junho de 2017 a Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição “A Voz da Arte” – um projeto desenvolvido em parceria com a IBM.

Inteligência Artificial em prática

Essa iniciativa acontece por meio da tecnologia do computador Watson. Permite aos visitantes interagir e perguntar qualquer coisa sobre as esculturas e pinturas diretamente para as obras de arte – que foram selecionadas para a mostra com Inteligência Artificial. E não existem regras, pessoas de todas as idades podem participar e dar asas à imaginação na hora de formular as perguntas.

Ao todo, Watson responde questões sobre sete obras: Mestiço, de Cândido Portinari (1934); Saudade, de Almeida Junior (1899); Ventania, de Antonio Parreiras (1888); São Paulo, por Tarsila do Amaral (1924); The Pig, de Nelson Leirner (1967); Bananal, de Lasar Segall (1927); e Lindonéia, a Gioconda do subúrbio, de Rubens Gerchman (1966).

Histórico da tecnologia na cultura

Essa não é a primeira vez que a tecnologia melhora a relação das pessoas com a arte. Em setembro de 2016 a galeria de arte Tate Britain, em Londres, criou o projeto Recognition. O programa comparou peças de arte com as fotos da agência de notícias Reuters.

Recognition trabalhou com o reconhecimento fácil, de objetos, de composição e de contexto. Assim, além de verificar algumas comparações na galeria virtual, o visitante também podia criar a sua própria obra-prima.

A ideia de explorar a arte por meio da tecnologia AI faz com que os visitantes tenham um outro olhar sobre as instituições culturais e passem a entender melhor as obras expostas. Dessa forma, é possível valorizar a arte e a história contida nesses ambientes, além de aumentar o número de visitantes.

Será a Inteligência Artificial o caminho para tornar os museus mais atrativos?

*O Blog da VIANEWS Hotwire já tratou desta tecnologia no âmbito da comunicação. Saiba mais sobre o assunto no artigo “Guerras de robôs no campo de batalha da comunicação“.

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